Mal respirou, uma nova ordem mundial aparece!
Coluna Empreender com Aimée Resende

O melhor meme que pode definir o que estamos passando no mercado mundial é “pagar a fatura do cartão ou esperar o fim do mundo?”. Dentro desse meme existe um fundo de verdade: não temos controle sobre muitas das coisas que acontecem no mundo, mas também viver constantemente em cima de destruição, misérias e agonias não tem como em pensar em um final feliz.
E não estou abordando aqui um formato individualista, egoísta ou egocêntrico para tratar um assunto tão sério quanto o que está acontecendo no cenário mundial. O que quero trazer é uma reflexão sobre como determinados conceitos, que antes pareciam distantes, hoje interferem diretamente na nossa forma de trabalhar e até na economia de um país.
Palavras como sustentabilidade e economia criativa, por exemplo, durante muito tempo pareciam conceitos amplos demais para afetar diretamente o cotidiano de pequenos negócios ou de profissionais locais. Muitas vezes eram vistas como tendências ou discussões teóricas. Hoje percebemos, de forma muito mais concreta, que essas questões realmente interferem (e interferem!) justamente onde mais sentimos: no bolso.
Quando começamos a observar o cenário com um olhar mais geopolítico, percebemos isso em expressões cotidianas. Conversando com clientes, é comum ouvir frases como: “este mês não foi produtivo” ou “a logística atrasou porque o material vinha de outro país”. Situações que antes pareciam distantes passam a fazer parte da realidade de quem está tocando até mesmo um negócio local.
Isso nos faz lembrar daqueles quadrantes da análise FOFA (SWOT), quando colocamos as influências externas sobre o nosso negócio. Durante muito tempo, esses fatores externos eram tratados quase de forma superficial, justamente porque estavam fora do nosso controle. Por isso, muitas vezes não levávamos tão a sério.
Mas hoje as influências do mercado, das notícias, das crises e até das tragédias globais estão interferindo diretamente no funcionamento dos negócios. Antes poderíamos pensar que determinados acontecimentos impactavam apenas setores específicos, como o agronegócio ou o mercado alimentício. Agora é possível dizer, com muita clareza: isso também impacta a lojinha que está no centro da minha cidade.
Esse cenário nos faz refletir sobre a importância de compreender melhor o mercado em que estamos inseridos. Entender como ele funciona, como lidar com essas mudanças e como também podemos contribuir de forma positiva para soluções mais amplas.
Uma forma interessante de lidar com isso é transformar situações negativas em oportunidades de adaptação. A sustentabilidade, por exemplo, pode deixar de ser apenas um discurso e se tornar uma estratégia dentro das empresas, trazendo alinhamento com as novas demandas do mercado. Da mesma forma, valoriza produtos regionais, fortalece a economia local e estimula a economia criativa.
Quando empresas e profissionais se atualizam e se posicionam diante dessas mudanças, passam também a se tornar referência dentro do mercado. Eu, particularmente, acredito que não existe concorrência no sentido negativo da palavra, mas sim a possibilidade de cada um contribuir para que o mercado evolua.
Pensar em soluções coletivas também estimula o desenvolvimento econômico. Afinal, ninguém constrói nada sozinho. O crescimento exige desafio, exige adaptação e exige disposição para pensar diferente.
Vivemos um momento de guerras, crises e instabilidades que inevitavelmente repercutem na economia e no nosso cotidiano. Mas também são momentos que abrem espaço para novas formas de pensar, novas estratégias e novos caminhos.
O desafio está justamente em transformar problemas em soluções e desenvolver essas soluções de forma coletiva, permitindo que todos cresçam dentro desse novo cenário que está se formando.
E o nome desse novo cenário? Vamos aguardar, agora é agir antes que seja tarde demais!
Pensar com arte é pensar diferente.
Aimée é uma planejadora urbana com mais de 15 anos de experiência em Marketing, consultora de pós-graduação em NeuroMarketing, Artista Visual internacional e CEO da Tkart, uma empresa internacional de marketing.
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