Coluna Um Respiro no Olhar com Binho Perinotto

“Pantera”

Coluna Um Respiro no Olhar com Binho Perinotto

Fuloresta
ou perto
muito perto
de lá
muito perto
dela.

Mato alto
Rio claro
Caverna escura
Fissura
Entrei
Em transe
Entramos.

Cara a cara
de olhos abertos
e pálpebras fechadas,
com ferida aberta
e a felina aberta.

Só há um bicho predador de pantera negra.
Bicho homem branco.
Não há só um bicho predador de pantera negra…
Homens
Brancos.
Pelo menos dois,
e não a três.

E quem tem garra é ela.
É quem te agarra.
E agarra
E agarra
a garra…
Há garra!
Não há garrafa
e há farra.
E há raça!
E há pele…
ia suor.
E há pele…
ia suor.
E há sangue
e suor.
E há carne…
E há fome…
E há boca…
ia saliva.
E há boca…
ia saliva.
E engole.
Na mata
não mata.
Não há garrafa
em gole.
Só engole em gole.
Predadora de predador.
Predadora de pelo menos um.
Pelos menos
Pelos nús
Via pele
Viam peles…
Na mata
na terra
Pantera
Predadora, de bela e sabor.
Predadora, de pedra e dor.
Predadora de predador.

Fábio Riani Costa Perinotto, ou o Binho.
Poeta desde criança: tinha 10 anos na primeira poesia que se tem registro. Poemas em saraus, em alguns livros, e na internet. É Meditador. Pedagogo. Há mais de 20 anos sua carreira é de articulador, produtor e gestor cultural – trabalha com gestão de políticas públicas desde o início dos Pontos de Cultura e Sistema Nacional de Cultura. É um Tuxaua Cultura Viva. Um Ser sendo e que faz Poesia no dia-a-dia quase sem querer, mas quer.
binho.rc.perinotto@gmail.com
https://www.instagram.com/binho.riani.perinotto/

Paula Rocha

Editora chefe do Jornal Diário do Entorno

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