Triste fim do Bolo das Férias!
Coluna Diálogos Sobre Educação com Adriana Frony

É chegada a hora que os nossos estudantes mais gostam em todo o ano letivo: as férias. Uma época de descanso, brincadeiras e muita diversão. Os shoppings oferecem diversas atividades para os pequenos, as colônias de férias aparecem no cenário do entretenimento e há aquelas famílias que viajam e os estudantes aproveitam muito o período sem deveres de casa, trabalhos escolares e horários para dormir e acordar.
Para os professores as férias dos estudantes coincidem com a época de recesso escolar onde os boletins são atualizados, os conselhos de classe acontecem e enfim, há uma pausa para o descanso docente merecido e aguardado ansiosamente.
Já para os pais, mães e responsáveis, a história é um pouco diferente. É uma época onde não há com quem deixar as crianças e adolescentes, os passeios muitas vezes não estão previstos no orçamento doméstico e torna tudo mais dispendioso.
Há que ter criatividade para entreter as crianças e tornar o período das férias harmonioso e feliz para todos.
Pois bem, nas férias, muitos pais se aventuram na pescaria, na oficina e, ou na cozinha. Eu tenho uma história pra contar sobre um tipo de masterchef infantil.
Já era a segunda semana das férias, invenções mil, passeios, desenhos e muitos brinquedos construídos com pecinhas de encaixe tipo lego. Tomamos uma decisão para aquele dia de tarde calma, decidimos fazer um bolo confeitado. Escolhemos a receita na internet, fomos ao supermercado, providenciamos os ingredientes e partimos para a brincadeira. Tiramos foto de todos os passos. Ingredientes separados, vasilha de bolo pronta, forno ligado e pré-aquecido, calda, cobertura, tudo lindo. O passo a passo foi perfeito. Deixamos o bolo pronto sobre a mesa para esperar o horário do lanche. Quando passaram apenas 5 minutos, fomos ver o bolo para apreciar a obra prima. Para nossa triste surpresa não havia mais nada. O cachorro do meio, aquele meliante, comeu tudo. E ainda teve dois cúmplices: Zeca, o cão idoso e Bilu, a filhotinha recém chegada. Garanto que estavam todos mancomunados em surrupiar o nosso bolo das férias. Não houve choro, se é isso que os leitores estão pensando a respeito dessa triste história. Não fomos vencidos pela adversidade. Substituímos o bolo por um bolo pronto. Para a calda e a cobertura, nova receita foi ao fogão. Enfim, o bolo das férias foi salvo pelo gongo!
Lanchamos e escrevemos uma história. Parafraseamos um dos títulos mais emblemáticos do escritor Lima Barreto. Intitulamos nossa história com o seguinte nome: Triste fim do bolo das férias. É bem verdade que nós não provamos o primeiro bolo, afinal, do pouco que sobrou, nada deu pra aproveitar. No entanto, do 2º. bolo nós nos deliciamos e demos boas risadas contando o ocorrido a todos. Já Davi, conversou sério com a Bagheera, a meliante, e disse assim:
_ Bagheera, eu te amo muito mas, por favor, não faça isso de novo. A Vovó Didi falou que se você continuar malina, você vai virar sabão!
P.S. A vovó Didi ama os animais, foi só força de expressão a questão do sabão.
Adriana Frony, professora, administradora, especialista em gestão escolar, mídias sociais, mestranda em ciências da educação, escoteira, palestrante e mentora com mais de 30 anos de experiência na educação, dedicou-se a transformar a aprendizagem em uma experiência alegre e significativa para seus alunos. Acredita que educar é um ato de coragem e amor, que deve ser vivido com liberdade e criatividade. Contato: espacodeaprendizagemintegrada@gmail.com



