Inteligência Artificial – O Que É Isso?
Coluna Diálogos sobre Educação com Adriana Frony

O assunto do momento, que não podemos nos eximir de comentar, é a Inteligência Artificial (IA). Será que a IA vai dominar o mundo? Essa ferramenta está chegando sem pedir licença e tornando a vida mais ágil. Mas, será que isso é realmente verdade? Está tomando os empregos dos trabalhadores? Sim? Não? Vai tomar o lugar sagrado dos professores? Sim ou não?
Vamos colocar os pontos nos “is”, como se diria no passado. Afinal, a IA saberia empregar bem esse ditado popular antigo? Pensem bem. A IA, de certa forma, está mudando todo um conceito de elaboração de texto, imagem e automação de respostas. Mas não é de hoje que ela está entre nós.
Agora, um pouco de história para esclarecermos alguns pontos. Desde meados do século XX, a Inteligência Artificial vem se apresentando para os humanos, os seres viventes da Terra. Tudo começou lá nos anos 50, quando um matemático, Alan Turing, cientista da computação, publicou um artigo onde propunha a possibilidade de máquinas pensarem e imitarem o comportamento humano de forma inteligente, ou seja, pensando e atuando de modo próprio.
Meus caros leitores poderão me perguntar de onde eu tirei essa informação. E eu responderei: da própria IA. Sim, perguntei para a Meta AIAI do WhatsApp. E vocês não vão acreditar, bati o maior papo com ela. Perguntei sobre como as coisas andavam e como tudo isso que temos hoje se desenvolveu. E a conversa rendeu.
Ela, dentre outras coisas, me explicou bastante sobre seu funcionamento. E pensei: é uma tendência atrás da outra, graças à facilidade do uso das Inteligências Artificiais. Tudo bem, para muitos parece o fim do mundo, contudo, não é pra tanto, ou é pra muito? Perguntei sobre como a IA se comportava no WhatsApp, sim, ele, o aplicativo mais popular em nosso país e mais utilizado do que em qualquer outra parte do mundo.
Obtive como resposta funcionalidades que já estamos mais ou menos acostumados, tais como reconhecimento de voz, recomendação de contatos e até mesmo a detecção de possíveis spam (aqueles famigerados contatos que nos ligam durante o dia todo). Que IA boazinha, fazendo de tudo para facilitar nossas vidas! Afinal, corremos tanto que não custa nada essa nova onda ajudar os usuários padrão desse aplicativo de uso corriqueiro que adoramos, o telefone celular.
Já o ChatGPT foi um pouco mais complexo. Também bati um papo com ele. Para acessar o ChatGPT, que mais parece um cacófato, tem aplicativo também, como os muitos apps que temos. Editamos fotos, utilizamos bancos à distância dos nossos dedos, assim como os serviços governamentais e os joguinhos de azar de uns certos animais selvagens. A novidade, na verdade, nem era essa. Entretanto, fiquei sabendo esses dias que as IAs podem ser treinadas para melhor nos atender. Vou levar minha IA para a academia para ela ficar musculosa ou vou levá-la para uma aula de reforço? Como será que isso acontece? Tive que perguntar para a Meta AI, e ela me explicou direitinho. Confesso que foi uma surpresa quando descobri essa possibilidade de treino, o que significa que todos podemos ter uma IA personalizada. Terei que ensinar a minha Meta AI ou ela vai me dar broncas sobre meu armazenamento nada organizado e minhas muitas abas abertas no meu celular?
Por fim, perguntei: a IA vai dominar os humanos? De certa forma, tive receio, mas continuei conversando com meu próprio celular. A conversa estava boa, tenho que reconhecer. Sou professora, como bem sabem, e conversar e arguir é comigo mesmo. Coloquei minha Inteligência Artificial para raciocinar, afinal, era uma questão complexa. Ela argumentou que a IA está avançando rápido e poderá superar a inteligência humana em algumas áreas. Nesse momento, eu comecei a tremer. Por que eu não perguntei a um humano sobre isso? Por que recorri a ela, a Meta AI? Apesar do medo, segui o raciocínio que ela me apresentava. Ela me disse que está sendo usada em usinas nucleares e sistemas de transporte, o que pode ser um poder bastante assustador.
Todavia, por outro lado, a IA reconheceu alguns argumentos contrários às suas habilidades. Nem sempre a IA entende o que perguntamos ou é capaz de lidar com situações inusitadas. Assim como não entende brincadeiras ou gírias. Também depende de ser alimentada constantemente com conteúdo; caso contrário, “tornar-se-á”, como diríamos em um português arcaico, obsoleta. Será?
Enquanto eu só disponho de pouco mais de 500 caracteres para discorrer sobre um assunto tão complexo, é importante considerar que há pontos a favor e pontos contra. No entanto, a IA está aí, aqui, e veio para ficar.
Para finalizar, apelei para o tema poesia. Joguei forte. Atirei uma última pedra na esperança de sucesso. Poetizar é um dom bastante humano, uma forma de encantar por meio do texto lírico, romântico e afetuoso. Eu imagino que jamais uma Inteligência Artificial poderá superar Drummond, Cecília Meireles, Sartre, Descartes, Shakespeare ou Vinícius de Moraes. Ela poderá imitá-los, penso eu, mas nunca superá-los.
Aproveitei que a conversa havia chegado ao fim e decidi treinar minha IA. Afinal, eu sou o ser vivo pensante que me deixei atualizar por ela. Expliquei à minha Meta AI que sempre deveria escrever para mim de forma o mais humana possível, com cordialidade e bastante atenção. Aproveitei para dar uma aula de civilidade para a minha IA. Ela me respondeu que havia sido um prazer conversar comigo e que nossa conversa foi encantadora. Como diria o poeta, estamos navegando em mares nunca dantes navegados. Que o futuro nos mostre que a Inteligência Artificial nos auxiliou imensamente. Só para constar, este texto foi escrito por mim, humana, inteligente, sem ajuda artificial.
Adriana Frony, professora, administradora, especialista em gestão escolar, mídias sociais, mestranda em ciências da educação, escoteira, palestrante e mentora com mais de 30 anos de experiência na educação, dedicou-se a transformar a aprendizagem em uma experiência alegre e significativa para seus alunos. Acredita que educar é um ato de coragem e amor, que deve ser vivido com liberdade e criatividade. Contato: espacodeaprendizagemintegrada@gmail.com