Coluna Empreender com Aimée Resende

A Arte do Artista

Coluna Empreender com Aimeé Resende

Todo mundo fala da “arte de vender”, a “arte do mercado”, a “arte dos negócios”, mas ninguém fala da “arte do Artista”.
Falar disso parece até mesmo redundante, como às vezes são meus textos, mas é uma coisa meio conflitante para mim: arte e artista são coisas tão parecidas, como isso poderia ser diferente?
A arte por si só traz junto a ela a palavra criatividade; ela carrega um pouco de “personalidade” também. Acho até interessante como algo tão seu, tão único no seu ponto de vista, pode impactar tantos olhares e pessoas,  mesmo os que não se identificam com a sua arte e até os que amam. A transformação de novas perspectivas começa daí. Quando você determina o que gosta ou não, é a sua presença, enquanto corpo e calma, se afirmando nessa Terra.

Podemos analisar a globalização como um formato generalizante das coisas  e compreender o medo de muitos pela possível perda da identidade, da individualidade criativa e dos significados.
Como eu posso compartilhar aquilo em que acredito se o “padrão” é ser de outro jeito?
A autoconfiança tem muito a ver com a criatividade também. Ela nos mostra, além do que somos, o que acreditamos e como queremos ser posicionados no mundo. Mais do que nunca, a prioridade do ser autêntico é simplesmente… ser.

A arte do Artista tem muito do desapego. Nosso olhar é destrutivo e construtivo. Nosso equilíbrio não está apenas nas cores ou nas linhas, mas no ponto que se inicia e no ponto que se encerra. O início, o meio e o fim que tanto escutamos são a obra-prima divina do filho de Deus que carregamos na alma.
Assim como todos os processos que devemos respeitar em vários momentos de nossas vidas — seja no trabalho, com a família ou simplesmente no nosso processo individual de autoconhecimento — há dor na arte e no seu caminhar. O conflito, o descobrir-se, o distanciamento e a aproximação com o mundo.

O “Nasci com esse dom” não existe. Simplesmente esteve ali, sempre ao nosso lado. O conflito está em pensar que todos podem criar e, ao mesmo tempo, perceber que muitos se distanciam dessa possibilidade.
Culturas, mercado, rotina… tudo isso influencia as pessoas a deixarem ir embora esse “algo” que, com todas as minhas forças, acredito que nasce junto de nossas almas. Talvez seja um apoio divino vindo de outros lugares, de uma fonte que nos conhece tão bem quanto nós mesmos.

Aprendi cedo que o artista não é aquele que tem todos os recursos, mas aquele que faz com o que tem e transforma o pouco em muito.

Ser artista é carregar um inventário invisível, feito de memórias, imagens e sensações. É saber que cada traço, cada palavra, cada cena criada tem um pedaço do que você viveu, mas também um pedaço do que você ainda sonha viver.

Hoje entendo que a “arte do Artista” não é só sobre produzir obras, mas sobre viver com um olhar sempre disponível para o espanto, para a beleza e para o desconforto também. É aceitar que nem todo mundo vai compreender o que você cria  e mesmo assim continuar criando.


É se permitir estar em movimento, não para agradar o mercado, mas para manter acesa a chama que começou, talvez, lá atrás, quando uma criança pintava pedras e inventava histórias com lápis coloridos.

A arte do Artista é, no fim, um ato de fé. Fé no que se vê e no que não se vê. Fé no que já existe e no que ainda será inventado.

Pensar com Arte, com Arte Artística é diferente.

Aimée é uma planejadora urbana com mais de 15 anos de experiência em Marketing, consultora de pós-graduação em NeuroMarketing, Artista Visual internacional e CEO da Tkart, uma empresa internacional de marketing.
www.tkarteiros.com
contato@tkarteiros.com
7999121-0775
@tkart_idea

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