Coluna Empreender com Aimée Resende

Diário dos cinco dias trabalhando em casa.

Coluna Empreender com Aimée Resende

Segundo dia:

Um dia, assistindo tv, tinha um seriado que falava de casas extraordinárias, e dentro delas, o que me deixava ansiosa ao assistir era se, dentro dessas casas, como era o escritório.

Ao mesmo tempo sentia dúvida se alguém iria querer um escritório dentro de casa. Fiquei me perguntando isso várias vezes depois de perceber que, no fim, as casas que eram apresentadas, não mostravam nenhum tipo de espaço que trouxesse a ideia de escritório.

Isso me deixou tão encabulada que eu disse para mim mesma que meu apartamento, mesmo simples que fosse, não deveria ter um escritório, entendia como estilo de vida e livramento. Dentro de casa é para ser seu santuário de paz e de histórias felizes.

E se me perguntar quando que foi isso, logo digo: antes da pandemia eu assisti. E aí, voltando à realidade presente, percebo que, o que olho ao redor, trabalhando dentro de casa, é que o espaço necessário para se sentar e usar o computador, literalmente, não existe.

E eu preciso inventar.

Operada, olhando de um lado para o outro analisando o melhor lugar… Quando você se acostuma a trabalhar em um lugar, qualquer outro lugar precisa ter o mesmo sentido. Seja para esparramar as suas coisas, aquela caneca de café quentinha do seu lado, as mil abas abertas e o som rolando sem saber que cantor é.

O segundo dia, diferente do primeiro, me trouxe desconforto, e ainda buscava gatilhos que me trouxesse paz, estava me sentindo um peixinho fora do meu habitat, mas realmente eu precisava reagir, ou era assim ou os projetos e trabalhos não seriam entregues.

As condições não foram fáceis, muitos cafés foram feitos, músicas e mais músicas tiveram que ocupar a minha mente.

Por incrível que pareça, percebi que desordens e coisas que tiram você do que cotidianamente você faz, trazem duas coisas:

-Ou você percebe que desperdiça o tempo da forma que se está conduzindo a sua vida e que pode ser muito melhor com os novos hábitos;

– Ou nota, dentro de casa, a necessidade de se conectar de forma mais intensa a você mesmo.

Sair de uma zona tão constante me fez pensar sobre as casas que citei do seriado, não era a questão de não ter um escritório dentro de casa para se sentir bem, mas a forma como você se conecta com o seu cafofo, torna ele ainda mais presente e energizado.

Serei bem sincera, não senti nada de alegrias nesse segundo dia, mas o que me trouxe depois foi a necessidade de: se eu estou bem, o meu espaço precisa estar bem também.

E você, que empreende, mesmo que ache que está meio desligado ou nem sentindo os pés no chão, e que precisa de novos ares para tornar as coisas mais diferentes possíveis, de nada vale mudar se não mudamos o que temos por dentro. E assim, a gente caminha, pensando com arte, porque assim pensamos diferente.

Aimée é uma planejadora urbana com mais de 15 anos de experiência em Marketing, consultora de pós-graduação em NeuroMarketing, Artista Visual internacional e CEO da Tkart, uma empresa internacional de marketing.
www.tkarteiros.com
contato@tkarteiros.com
7999121-0775
@tkart_idea

Paula Rocha

Editora chefe do Jornal Diário do Entorno

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