Coluna Crônicas da Cidade com Thiago Maroca

Oportunidade

Coluna Crônicas da Cidade com Thiago Maroca

Muitas vezes, a vida nos apresenta situações para as quais não nos sentimos prontos. Para o inseguro, a recusa em avançar é um falso perfeccionismo. É o ciclo de abandonar boas ideias por não se sentir capaz de executá-las ou por ainda não estarem “perfeitas” como idealizado. No mundo real, isso é conhecido como a síndrome do impostor, o sentimento de não se achar digno ou merecedor do destino que se apresenta.
Mas não se iluda: sempre haverá alguém disposto a roubar sua ideia e apresentá-la ao mundo, mesmo sem estar totalmente pronta. Infelizmente, essa é uma realidade constante, seja na arte, no ambiente corporativo ou até mesmo em situações inusitadas, como o vendedor de pastel que, na feira, usou a imagem de uma boy band coreana para inventar um novo recheio, alegando ser o favorito dos artistas. Tudo é possível, basta acreditar, como diria Xuxa.
A oportunidade, na verdade, reside em estar alerta aos sinais. Dificilmente você estará 100% pronto, mas deve estar sempre atento quando ela surgir. Tirando o romance idealizado, este conselho é válido para tudo: quando uma chance aparecer, perceba os sinais e avance nela com a mesma voracidade de quem tenta pegar um pedaço do bolo quilométrico no aniversário da cidade.
Ser oportunista é bem diferente de aproveitar uma oportunidade, e isso é algo de gente de má índole. O “espertalhão” é aquele que, na maioria das vezes, não tem conhecimento nem interesse em aprender, mas se intromete no que não entende apenas para prejudicar quem realmente merece uma chance.É impressionante como grande parte desses oportunistas vem de famílias com boas conexões ou que detêm informações comprometedoras de pessoas influentes. Essa atitude deplorável passa de geração em geração, chegando a estar entranhada no DNA dos futuros indivíduos.No entanto, você não precisa ser assim. Na verdade, se você conhecer alguém com esse caráter, mantenha distância. Evite até mesmo emprestar uma simples caneta, pois com eles, você corre o risco de ser culpado até pela ausência de florestas no Afeganistão.
É um fato comum: a oportunidade raramente bate à porta duas vezes. Lembro-me de ter aprendido uma valiosa lição com um homem que conheci:
“Se surgir uma oportunidade, você se desdobra, afirma ter algum conhecimento no assunto e passa a noite aprendendo o que for preciso para dominá-lo.”
Esta semana, em particular, oferece uma excelente chance de simular como seria trabalhar com três dias de folga. Sinceramente, creio que eu seria extremamente produtivo.
Tudo o que me falta é a chance de provar isso. E você, como se sairia com essa oportunidade?

Fui!

Thiago Maroca é escritor, cineasta, chefe escoteiro e pai do Théo.
Manda um oi? thiagomaroca@gmail.com / @thiagomaroca

Paula Rocha

Editora chefe do Jornal Diário do Entorno

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