Pode ser uma tartaruga, se ela se posiciona, ela conquista o mundo
Coluna Empreender com Aimeé Resende

Foi de um café, olhando nos olhos da minha amiga, que eu vi o meu mundo girar… Numa voluptuosidade que não sei explicar, mas a mente dizia: tá vendo, o que seu medo fez? E ao mesmo tempo me acalmava dizendo: agora conseguiu entender, depois de Manu te mostrar, vamos se movimentar?
Digo, mais do que nunca, que aquele negócio de “escolher 5 pessoas a sua volta para estar perto” e você estará sendo influenciada de todas as formas, seja de rotina, alegrias e compartilhamento de ideias, é de fato, verdade.
Mas vai muito além disso. Estar junto de pessoas assim, que torcem mesmo não estando perto, que vibram e choram porque caminharam um pouco no seu cotidiano, que souberam coisas que você nunca contou pra ninguém e usam isso para te pôr pra cima e até aceitar aquele soco de palavras na cara muito bem dado que você ainda diz: “ok, Deus, eu aceito esse soco”.
E assim, nos fazemos de tartaruga, caminhamos, dispersamos no caminho, notamos as possibilidades e, o que ouvimos e vemos como aprendizado dos outros, a gente cria uma força, um casco tão bonito, que é tão diferente das outras coisas e você simplesmente se vê, mesmo em um caminho tão árduo e difícil, parecer, no presente, “como se fosse ontem”.
Também isso me fez lembrar da Popis, seu pseudônimo de cabelos cacheados, e seu “trem bom” acumulado de muita positividade me enchem de risadas. E compartilhar dores e rir das próprias dores é o que nos motiva a entender uma à outra. Fica mais gostoso esse autoconhecimento. Empreendedores sofrem, mas compartilhado, é assim que descobrimos que estamos no caminho certo. Juro, vale muito!
E quando reconhecemos o que está ao nosso redor e você vê o seu círculo mínimo que te entende mostrar faixas gigantes de: “você consegue”, “mulher, você pode”, “nossa, você disse isso há cinco anos como se fosse sonho e agora você tá a um passo de conseguir”, é que nem o Transformers saber que de carro pode virar robô, e ninguém te segura.
Não são dancinhas para fazer nas redes sociais para conseguir se posicionar, é mostrar que sua trajetória tem um poder divino de ajudar outras pessoas e participar desses círculos de escuta.
E te digo mais, se hoje começar a fazer isso, a ter esses momentos de se repaginar sempre com essas pessoas, você vai ver que jaboti lindo ou tartaruga marinha gigantona você vai virar. Nada irá te abalar.
E sabe o mais bonito disso tudo? É que esse movimento nem sempre é veloz. Às vezes ele é um passo miúdo, uma mensagem no WhatsApp que acende algo, um café no meio da semana que vira farol. Não é sobre grandes feitos o tempo todo, é sobre se permitir sentir, mudar de direção, dar meia-volta e, ainda assim, continuar sendo você.
Essas pessoas que orbitam nossa vida e deixam rastros de afeto, coragem e sinceridade… elas são como bússolas que apontam pra dentro. Às vezes elas nem percebem o quanto salvam a gente dos próprios abismos, só por existirem do jeito mais inteiro e espontâneo possível.
Lembre-se: E mesmo que a casca pese, mesmo que o caminho seja de pedras e lama, você vai. Porque não vai sozinha. Vai com o que aprendeu, com quem te ouviu, com quem te deu um colo ou um puxão de orelha, com quem te viu tropeçar e te ajudou a levantar.
A tartaruga pode ser lenta, mas ela nunca duvida do destino. E se ela decidir que vai, meu bem… o mundo que espere.
Pense com arte, pense diferente.
Aimée é uma planejadora urbana com mais de 15 anos de experiência em Marketing, consultora de pós-graduação em NeuroMarketing, Artista Visual internacional e CEO da Tkart, uma empresa internacional de marketing.
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